“Aquele que não tem condições de pagar um exame de alto custo será prejudicado”

O presidente do Sintricomb, Izaias Otaviano, lamentou nesta semana mais uma vez o fim dos convênios entre a Prefeitura de Brusque e os sindicatos de trabalhadores para atendimento na área de saúde. Para Otaviano, a decisão não vai afetar aos sindicatos, mas prejudicará diretamente a população que utiliza e precisa dos serviços. O convênio existia há mais de duas décadas e foi interrompido há dois anos.

Em entrevista coletiva com a imprensa de Brusque nesta segunda-feira, Otaviano disse que é preocupante a situação, pois afeta justamente o cidadão e trabalhador menos favorecido. “Aquele que não tem condições de pagar um exame de alto custo ou de custo mais elevado. Esse é e será o mais afetado”, pontua ele.

O presidente do Sintricomb lembra que os sindicatos estavam há amis de dois anos uma saídas junto à Prefeitura para que o convênio não fosse extinto, tendo em vista a importância e o impacto dele para a cidade de Brusque. Entretanto, o atual governo se mostrou insensível à situação e decidiu pelo rompimento.

“Sabemos que o trabalhador não vai deixar de ser atendido dentro das entidades sindicais, mas poderíamos resolver o problema dele já num primeiro momento. O paciente que faz uma consulta com o clínico do Sintricomb, por exemplo, precisa ir para a fila do SUS prescrever essa receita  para pegar um remédio. Então vai tirar a vez de outro que não tem filiação e nem é sócio sindical que poderia estar fazendo essa consulta”, frisa ele.

Dados do Sintricomb mostram que, por mês, centenas de pessoas são atendidas pelo clínico geral no sindicato. Juntando todos os sindicatos de trabalhadores de Brusque que realizam esse serviço, são milhares todos os meses.

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