Trabalhadores das cerâmicas e olarias definem pedido de reajuste salarial

Trabalhadores das cerâmicas e olarias de Canelinha e São João Batista definiram o percentual de reajuste salarial a ser pleiteado junto aos empresários do setor. A definição ocorreu durante assembleia com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (cerâmica se olarias) de Brusque e região (SINTRICOMB), realizada na manhã de domingo, dia 26, na subsede da entidade, em Canelinha.

De acordo com o presidente do sindicato, Izaias Otaviano, será encaminhado pedido de 7%, o que se refere ao acumulado da inflação no período, mais percentual de ganho real. O índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é utilizado como parâmetro para o reajuste.

“Os trabalhadores que participaram da assembleia entenderam a nossa pauta como uma pauta bastante ponderada, que dá para se negociar. Entendemos que 7% é um índice razoável, aceitável e por isso que foi aprovado por todo os presentes”, pontua ele.

Um dos principais pontos discutidos na assembleia foi sobre não incluir mais nenhuma cláusula nova no documento, que após assinado entre empresários e empregados, tem força maior do que a lei federal.

“Já temos em nossa Convenção Coletiva em torno de 47 cláusulas, que abrangem todos os interesses da categoria. Entendo que o trabalhador quer de verdade mesmo é aumento de salário e as cláusulas da CCT são algo mais técnico”, frisa Otaviano.

A assembleia com os trabalhadores marcou o início da negociação. Definidas as propostas, o passo seguinte será encaminhar o rol de reivindicações ao sindicato que representa os empresários, o SINCERVALE. Com isso, os trabalhadores ficam no aguardo de uma contraproposta para dar seguimento à negociação. A data base, ou seja, quando os valores novos precisam estar definidos, é primeiro de fevereiro, para que recaiam sobre os salário pagos em março.

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